sexta-feira, 27 de julho de 2007
segunda-feira, 9 de julho de 2007
Mercado de carbono gera oportunidades de negócios
Demanda mundial está em 2,7 bilhões de toneladas de CO2 com potencial de negócios de 32,4 bilhões de euros. Caminho é longo e difícil até a emissão dos créditosAlexandre Canazio, da Agência CanalEnergia, Em Foco 09/07/2007
O país tem 103 projetos registrados pelo organismo até este mês. No total são 724 projetos registrados no mundo, o que coloca o país apenas atrás da Índia, com 253 projetos; e à frente da China, com 92. Segundo a UNFCCC, os chineses, contudo, devem gerar mais RCEs do que os outros dois países. O país oriental é responsável por 42,72% das RCEs previstas nos projetos já homologados. O Brasil fica em terceiro lugar com 11,08%, atrás da Índia com 15,12%.
Os projetos brasileiros prevêem redução média anual de 16,889 milhões de toneladas de dióxido de carbono, enquanto os chineses esperam uma diminuição de 65,119 milhões de toneladas de CO2. "Há demanda para os créditos de carbono brasileiros, mas o processo é mais demorado, o que aumenta os riscos. Por isso essa dominância asiática com 80% dos projetos, sendo a maioria da China", explica Philip Hauser, gerente de originação da Ecosecurities, uma das principais consultoria desse mercado.
O setor elétrico brasileiro vem aproveitando os projetos desenvolvidos para emitir créditos de carbono. A Tractebel Energia foi uma das primeiras a ter créditos emitidos no país. A empresa conseguiu o registro da Unidade de Co-geração Lages, que consome biomassa de resíduos de madeira. Já foram emitidas 277.768 RCEs gerados no período de 1º de novembro de 2004 e 31 de maio de 2006. A Tractebel estima que a emissão total de créditos ao longo de 10 anos chegue a 2,2 milhões de RCEs. A próxima emissão será feita este ano referente ao período de junho de 2006 a maio deste ano.
"O caminho até a concretização da venda dos créditos foi bastante longo. Começamos a estudar o assunto em 2002 e obtivemos o registro da ONU em 2006", lembra Carlos Gothe, gerente de desenvolvimento de negócios da Tractebel.
De acordo com Hauser, da Ecosecurities, o trajeto todo entre a validação do projeto no país até a emissão dos créditos dura cerca de dois anos. "O recomendável é o investidor planejar a emissão dos créditos junto com a construção do empreendimento", sugere.
Princípio da adicionalidade - O executivo da consultoria explica que cada 4 MWh injetado no sistema elétrico equivale a uma RCE. "Os empreendedores têm que excluir a energia para consumo próprio", salienta, referindo-se, principalmente, às unidades de cogeração de biomassa. O mercado de carbono é orientado pelo princípio da adicionalidade, ou seja, o que está sendo feito além do que era ou seria realizado regularmente. Por isso, os projetos de eficiência energética obrigatórios das distribuidoras podem ter dificuldade em ser registrados. "É preciso analisar caso a caso", disse Hauser.
A repotencialização de usinas pode ser uma boa saída para emitir créditos de carbono. Este é o caminho seguido pela CPFL Energia. A empresa está concluindo o processo de comercialização dos créditos referentes à modernização das PCHs instaladas em São Paulo. Os créditos provêm do acréscimo de 10 MW na produção das usinas. O projeto conseguiu o registro em 15 de dezembro do ano passado. A CPFL vai comercializar 112 mil toneladas de CO2 até 2012.
A holding vai estender o projeto para hidrelétricas das quais é sócia. A primeira é a usina Monte Claro, que segundo a CPFL, contribui com a redução de 850 mil toneladas de CO2. A receita total dos negócios de carbono deve chegar a R$ 16 milhões, projeta a empresa, até 2012.
A Tractebel, por sua vez, não fala em números, mas já pensa em novos negócios. A empresa vai construir, em parceria com a Dedini Agro, uma unidade de cogeração a partir do bagaço da cana. "Como o bagaço é uma fonte renovável, o projeto é elegível à obtenção de créditos de carbono", explica Carlos Gothe.
Outro gigante do setor de olho no mercado de carbono é a Energias do Brasil. Atualmente, o grupo tem cinco projetos em diferentes estágios do processo de registro junto a UNFCCC. De acordo com Pedro Sirgado, superintendente corporativo de sustentabilidade e meio ambiente, a EDB estima uma geração de créditos de carbono em torno de 1 milhão de toneladas até 2012 e 1,5 milhão de tonelada pela vida útil dos projetos.
"Estimamos uma receita bruta na ordem dos 10 milhões de euros no período de 2008 a 2012 e de 15 milhões de euros considerando toda a vida dos projetos de MDL", diz Sirgado. A EDB tem como cliente preferencial a Energias de Portugal, controladora do grupo, que tem metas próprias nas unidades de Portugal e Espanha.
Reconhecimento público - Os projetos mais adiantados são os da PCH São João e da quarta turbina da hidrelétrica de Mascarenhas já estão em apreciação pelo conselho executivo da UNFCCC. "Esperamos que o registro saia até o final de julho", aguarda Sirgado. A PCH Paraíso está nas mãos da Comissão Interministerial de Mudanças Climáticas do governo brasileiro. A PCH Santa Fé e a linha de transmissão Porto Murtinho estão na fase de finalização dos documentos de concepção dos projetos (PDD, sigla em inglês).
Além do retorno financeiro dos projetos, as empresas têm outros ganhos como o reconhecimento do público como empresas preocupadas com o meio ambiente. "O retorno em termos de imagem junto aos clientes, à comunidade, aos acionistas e ao governo foi e está sendo extremamente importante para a empresa", resumi Manoel Zaroni, presidente da Tractebel Energia, o sentimento das empresas.
Atualmente, o preço médio da RCE, que equivale a uma tonelada de CO2, está em 12 de euros no mercado internacional. A demanda a ser atendida, segundo Philip Hauser, está em 2,7 bilhões de toneladas anuais. O que pode gerar negócios de 32,4 bilhões de euros. Mas o mercado passa por um período de incertezas em relação ao período pós-Quioto a partir de 2013. "Ninguém sabe quais serão as regras, mas os países já estão discutindo", diz.
Os projetos brasileiros enfrentam outro problema: o fator de emissão de créditos que é mais baixo do que na China, por exemplo. Aqui o fator é de 0,25, enquanto na China é de 0,9. Isso quer dizer que os projetos chineses têm um potencial maior do que os do país para gerar créditos de carbono. "A China tem uma matriz energética muito suja, então, os projetos de redução têm um impacto maior do que aqui", explica Hauser.
O governo brasileiro está pensando em recalcular o fator de emissão do país, o que deve reduzi-lo ainda mais para 0,15. "Isso vai tornar projetos, por exemplo, de PCHs de 2 ou 3 MW inviáveis. Elas vão gerar tão poucos créditos que não vale a pena", compara Hauser. Sigardo, da Energias do Brasil, reconhece que as condições brasileiras são mais exigentes do que de outros países. "Mas isso dá uma maior credibilidade aos projetos brasileiros. Nenhum aprovado pelo comissão interministerial foi recusado em Bonn (Alemanha, sede da UNFCCC)", frisa.
O caminho até os euros gerados pelos créditos de carbono é difícil exige recursos e muita dedicação das empresas. O projeto da Tractebel consumiu US$ 150 mil para contratar consultorias, a certificadora e o pagamento de taxas de registro do projeto e emissão dos créditos. "O desafio foi grande, levou três anos, mas foi superado, graças ao empenho de todos os envolvidos no processo. A documentação e as etapas a serem seguidas são bastante rigorosas e demandam tempo", relembra Carlos Gothe.
A redução de emissões de gases do efeito estufa se tornou um lucrativo mercado para as empresas dos países em desenvolvimento. Isso porque elas podem vender Reduções Certificadas de Emissão através do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo criado pelo Tratado de Kyoto. Os países industrializados se comprometeram a diminuir em 5,2% as emissões em relação aos níveis de 1990. O Brasil é o segundo país em número de projetos homologados pela Convenção Quadro de Mudanças Climáticas das Nações Unidas (UNFCCC, na sigla em inglês).
O país tem 103 projetos registrados pelo organismo até este mês. No total são 724 projetos registrados no mundo, o que coloca o país apenas atrás da Índia, com 253 projetos; e à frente da China, com 92. Segundo a UNFCCC, os chineses, contudo, devem gerar mais RCEs do que os outros dois países. O país oriental é responsável por 42,72% das RCEs previstas nos projetos já homologados. O Brasil fica em terceiro lugar com 11,08%, atrás da Índia com 15,12%.
Os projetos brasileiros prevêem redução média anual de 16,889 milhões de toneladas de dióxido de carbono, enquanto os chineses esperam uma diminuição de 65,119 milhões de toneladas de CO2. "Há demanda para os créditos de carbono brasileiros, mas o processo é mais demorado, o que aumenta os riscos. Por isso essa dominância asiática com 80% dos projetos, sendo a maioria da China", explica Philip Hauser, gerente de originação da Ecosecurities, uma das principais consultoria desse mercado.
O setor elétrico brasileiro vem aproveitando os projetos desenvolvidos para emitir créditos de carbono. A Tractebel Energia foi uma das primeiras a ter créditos emitidos no país. A empresa conseguiu o registro da Unidade de Co-geração Lages, que consome biomassa de resíduos de madeira. Já foram emitidas 277.768 RCEs gerados no período de 1º de novembro de 2004 e 31 de maio de 2006. A Tractebel estima que a emissão total de créditos ao longo de 10 anos chegue a 2,2 milhões de RCEs. A próxima emissão será feita este ano referente ao período de junho de 2006 a maio deste ano.
"O caminho até a concretização da venda dos créditos foi bastante longo. Começamos a estudar o assunto em 2002 e obtivemos o registro da ONU em 2006", lembra Carlos Gothe, gerente de desenvolvimento de negócios da Tractebel.
De acordo com Hauser, da Ecosecurities, o trajeto todo entre a validação do projeto no país até a emissão dos créditos dura cerca de dois anos. "O recomendável é o investidor planejar a emissão dos créditos junto com a construção do empreendimento", sugere.
Princípio da adicionalidade - O executivo da consultoria explica que cada 4 MWh injetado no sistema elétrico equivale a uma RCE. "Os empreendedores têm que excluir a energia para consumo próprio", salienta, referindo-se, principalmente, às unidades de cogeração de biomassa. O mercado de carbono é orientado pelo princípio da adicionalidade, ou seja, o que está sendo feito além do que era ou seria realizado regularmente. Por isso, os projetos de eficiência energética obrigatórios das distribuidoras podem ter dificuldade em ser registrados. "É preciso analisar caso a caso", disse Hauser.
A repotencialização de usinas pode ser uma boa saída para emitir créditos de carbono. Este é o caminho seguido pela CPFL Energia. A empresa está concluindo o processo de comercialização dos créditos referentes à modernização das PCHs instaladas em São Paulo. Os créditos provêm do acréscimo de 10 MW na produção das usinas. O projeto conseguiu o registro em 15 de dezembro do ano passado. A CPFL vai comercializar 112 mil toneladas de CO2 até 2012.
A holding vai estender o projeto para hidrelétricas das quais é sócia. A primeira é a usina Monte Claro, que segundo a CPFL, contribui com a redução de 850 mil toneladas de CO2. A receita total dos negócios de carbono deve chegar a R$ 16 milhões, projeta a empresa, até 2012.
A Tractebel, por sua vez, não fala em números, mas já pensa em novos negócios. A empresa vai construir, em parceria com a Dedini Agro, uma unidade de cogeração a partir do bagaço da cana. "Como o bagaço é uma fonte renovável, o projeto é elegível à obtenção de créditos de carbono", explica Carlos Gothe.
Outro gigante do setor de olho no mercado de carbono é a Energias do Brasil. Atualmente, o grupo tem cinco projetos em diferentes estágios do processo de registro junto a UNFCCC. De acordo com Pedro Sirgado, superintendente corporativo de sustentabilidade e meio ambiente, a EDB estima uma geração de créditos de carbono em torno de 1 milhão de toneladas até 2012 e 1,5 milhão de tonelada pela vida útil dos projetos.
"Estimamos uma receita bruta na ordem dos 10 milhões de euros no período de 2008 a 2012 e de 15 milhões de euros considerando toda a vida dos projetos de MDL", diz Sirgado. A EDB tem como cliente preferencial a Energias de Portugal, controladora do grupo, que tem metas próprias nas unidades de Portugal e Espanha.
Reconhecimento público - Os projetos mais adiantados são os da PCH São João e da quarta turbina da hidrelétrica de Mascarenhas já estão em apreciação pelo conselho executivo da UNFCCC. "Esperamos que o registro saia até o final de julho", aguarda Sirgado. A PCH Paraíso está nas mãos da Comissão Interministerial de Mudanças Climáticas do governo brasileiro. A PCH Santa Fé e a linha de transmissão Porto Murtinho estão na fase de finalização dos documentos de concepção dos projetos (PDD, sigla em inglês).
Além do retorno financeiro dos projetos, as empresas têm outros ganhos como o reconhecimento do público como empresas preocupadas com o meio ambiente. "O retorno em termos de imagem junto aos clientes, à comunidade, aos acionistas e ao governo foi e está sendo extremamente importante para a empresa", resumi Manoel Zaroni, presidente da Tractebel Energia, o sentimento das empresas.
Atualmente, o preço médio da RCE, que equivale a uma tonelada de CO2, está em 12 de euros no mercado internacional. A demanda a ser atendida, segundo Philip Hauser, está em 2,7 bilhões de toneladas anuais. O que pode gerar negócios de 32,4 bilhões de euros. Mas o mercado passa por um período de incertezas em relação ao período pós-Quioto a partir de 2013. "Ninguém sabe quais serão as regras, mas os países já estão discutindo", diz.
Os projetos brasileiros enfrentam outro problema: o fator de emissão de créditos que é mais baixo do que na China, por exemplo. Aqui o fator é de 0,25, enquanto na China é de 0,9. Isso quer dizer que os projetos chineses têm um potencial maior do que os do país para gerar créditos de carbono. "A China tem uma matriz energética muito suja, então, os projetos de redução têm um impacto maior do que aqui", explica Hauser.
O governo brasileiro está pensando em recalcular o fator de emissão do país, o que deve reduzi-lo ainda mais para 0,15. "Isso vai tornar projetos, por exemplo, de PCHs de 2 ou 3 MW inviáveis. Elas vão gerar tão poucos créditos que não vale a pena", compara Hauser. Sigardo, da Energias do Brasil, reconhece que as condições brasileiras são mais exigentes do que de outros países. "Mas isso dá uma maior credibilidade aos projetos brasileiros. Nenhum aprovado pelo comissão interministerial foi recusado em Bonn (Alemanha, sede da UNFCCC)", frisa.
O caminho até os euros gerados pelos créditos de carbono é difícil exige recursos e muita dedicação das empresas. O projeto da Tractebel consumiu US$ 150 mil para contratar consultorias, a certificadora e o pagamento de taxas de registro do projeto e emissão dos créditos. "O desafio foi grande, levou três anos, mas foi superado, graças ao empenho de todos os envolvidos no processo. A documentação e as etapas a serem seguidas são bastante rigorosas e demandam tempo", relembra Carlos Gothe.
quarta-feira, 4 de julho de 2007
Investimentos em energia renovável chegam a US$ 100 bilhões em 2006, diz ONU
Somente para novos projetos foram destinados US$ 71 bilhões. Aquisições e fusões no setor somaram US$ 30 bilhões
Alexandre Canazio, da Agência CanalEnergia, Negócios 21/06/2007
As preocupações com as mudanças climáticas, aliadas à alta do petróleo, e a necessidade de uma maior segurança energética levaram os investimentos em fontes renováveis alcançarem US$ 100 bilhões no ano passado, segundo o estudo Global Trends in Sustainable Energy Investment 2007 do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, divulgado na última quarta-feira, 20 de junho. Os recursos destinados a novos projetos e empreendimentos chegaram a US$ 71 bilhões, enquanto as aquisições, fusões e refinanciamentos no segmento movimentaram cerca de US$ 30 bilhões.
O crescimento em novos investimentos foi de 43% sobre 2005 e de 158% ante 2004. A expectativa é que esses aportes cheguem a US$ 85 bilhões este ano. As fontes renováveis já representam 18% dos investimentos em geração de energia elétrica, com os projetos eólicos liderando com vantagem. Os biocombustíveis e a energia solar crescem mais rápido, mas saem de uma base menor. O estudo concluiu que as fontes renováveis já competem com gás e carvão em termos de novas instalações.
Apesar de os investimentos ainda se concentrarem na Europa e nos Estados Unidos, os países em desenvolvimento, como o Brasil, já respondem por 21% do mercado, sendo a China responsável por 9% do total mundial. A ONU mostra que o mercado de capitais tem sido o principal financiador dos investimentos em energia renovável. As empresas de capital de risco e private equity aumentaram a injeção de recursos para US$ 7,1 bilhões, em 2006, contra US$ 2,7 bilhões no ano anterior.
Já o mercado financeiro injetou US$ 10,3 bilhões, alta de 140% sobre US$ 4,3 bilhões em 2005. Só as ofertas iniciais de ações (IPO, na sigla em inglês) do segmento de energia solar captaram US$ 4 bilhões. No primeiro trimestre deste ano, o segmento de biocombustíveis captou US$ 1,8 bilhão no mercado. Os investimentos em novas plantas de geração chegaram a US$ 27,9 bilhões no ano passado, cerca de 23% a mais que em 2005. Outros US$ 9,3 bilhões foram aplicados em projetos de menor escala como painéis solares e aquecedores de água.
As fusões e aquisições movimentaram US$ 16,9 bilhões, alta de 34% em 2006. As empresas eólicas foram responsáveis por 40% dos negócios. Dos investimentos globais em energia renovável 5% vieram para América Latina, principalmente, nas usinas de álcool no Brasil. Os investimentos na região chegaram a US$ 1,633 bilhão no ano passado. Para ler o estudo completo, em inglês, clique aqui.
terça-feira, 3 de julho de 2007
segunda-feira, 2 de julho de 2007
COPPE projeta usina para gerar energia da correnteza do rio

Pesquisadores do Laboratório de Tecnologia Submarina da COPPE estão trabalhando no projeto de uma usina piloto que vai gerar energia a partir da correnteza dos rios. O projeto já despertou o interesse do governo do estado do Amapá, que no ultimo mês de abril enviou uma comitiva à COPPE para uma visita técnica ao laboratório. A tecnologia é similar a do projeto de geração de energia por meio das ondas do mar, desenvolvido pela mesma equipe da COPPE.
Segundo a assessora da Secretária Especial de Desenvolvimento Econômico do estado, Alandy Cavalcante Simas, que integrou a comitiva, hoje o maior problema do Amapá é garantir energia para a execução de projetos de desenvolvimento. "Todos os nossos projetos de desenvolvimento regional, como indústria moveleira e de biogás, esbarram no obstáculo da falta de energia nas regiões afastadas do centro urbano", declarou. A visita também contou com a presença do representante do Ministério de Minas e Energia, Dan Ramon Ribeiro, que integra a Coordenação de Atendimento ás Áreas Isoladas do Programa Luz para Todos. "Nossa intenção é apoiar e garantir a boa execução e continuiadade dos projetos", afirmou Dan Ramon confirmando o apoio do Ministério à implantação de projetos de geração de energia no estado.
Durante a vista, a assessora Alandy Simas rewvelou o interesse do governo do Amapá em instalar uma usina de geração de energia por correnteza do rio projetada pela COPPE no município de Mazagão, a 36 km de Macapá. O objetivo é atender inicialmente a 36 famílias que vivem no entorno do rio Mazagão e a 17 pequenas empresas que funcionam de forma precária na região. "O governo do Amapá tem um compromisso de gerar energia por meio de fontes renováveis, cujoi przo vence em 2009", ressaltou Simas.
A primeira etapa do projeto prevê o levantamento das condições da correnteza do rio Mazagão. A partir daí, serão definidos os tipos de turbinas a serem utilizados no local. De acordo com o projeto, as turbinas instaladas no fundo do rio irão captar a energia das correntes, transformand-a em água pressurizada que moverá turbina acoplana a um gerador para produzir eletricidade.
"Na próxima década, ondas, marés e correntes poderão representar para a geração de eletricidade o que os biocombustíveis serão para os transportes", comentou o coordenador do Laboratório de Tecnologia Submarina, Prof. Segen Estefen.

A principal diferença entre as usinas que vão gerar energia a partir das ondas do mar ou por meio da correnteza do rio está no uso da turbina. "Na usina instalada no rio, a turbina terá a função que tem os flutuadores na usina de ondas do mar, ou seja, acionar as bombas hidráulicas pra injetar água na câmara hiperbárica e, assim, produzir eletricidade", explica o pesquisador, Paulo Roberto, menbro da equipe do LTS. De acordo com a direção da correnteza, vávulas reversíveis poderão se adaptar ao fluxo do sentido do rio. A estimativa é de que uma turbina de 5 metros de diãmetro tenha capacidade de gerar 20 kW num rio cuja correnteza seja de 1,5 metros por segundo. "As turbinas, submersas e protegidas são de fácil operação e manutenção", garante o pesquisador.
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Na visita à COPPE, os Menbros da comitiva do Amapá também demonstram interesse em projetos voltados para o uso dos biocombustíveis. Visitaram o Instituto Virtual de Mudanças Climáticas (IVIG) da COPPE, cuja equipe há cinco anos realiza pesquisas e projetos, tanto para o uso de biocombustíveis em veículos como para sua aplicação na geração de energia elétrica.
Fonte: COPPE
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