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sexta-feira, 7 de setembro de 2007

A Segunda Lei da Termodinâmica e suas implicações na Teoria da Evolução

(Por: Ronaldo Xavier Pimentel Júnior)


Muito se tem debatido acerca da Segunda Lei da Termodinâmica e suas implicações na teoria da evolução. Quando argumentamos que tal lei afronta diretamente a teoria da Evolução das Espécies de Charles Darwin automaticamente escutamos a resposta pronta de que a segunda lei só é válida para um sistema fechado, testaremos à veracidade dessa informação e verificaremos se essa é capaz de passar pelo crivo da prova cientifica.Inicialmente gostaria de explicar o que é essa tal de Segunda Lei da Termodinâmica e porque ela tem causado tanta polêmica; segundo os professores Calçada e Sampaio temos o seguinte entendimento:


A Segunda Lei da Termodinâmica têm um caráter estatístico, estabelecendo que os processos naturais apresentam um sentido preferencial de ocorrência, tendendo sempre o sistema espontaneamente para um estado de equilíbrio. Na verdade, a segunda lei não estabelece, entre duas transformações possíveis que obedecem à primeira lei, qual a que certamente acontece, mas sim a que tem maior probabilidade de acontecer.


Pelo conceito em si já percebemos que não é dada à suposta devida importância ao tal sistema fechado, uma vez que nem se quer encontramos menção a tal sistema no enunciado acima. Mas no momento devido estaremos comentando o que seria o tal sistema fechado e qual seria a sua importância.Gostaria de citar o entendimento dos professores Halliday, Resnick e Walker sobre a Segunda Lei da Termodinâmica:


O mundo é cheio de eventos que acontecem em uma direção mas nunca na oposta. Estamos tão acostumados com isso que os achamos “óbvios”, quando acontecem na direção “certa”, mas ficaríamos totalmente desnorteados se acontecessem no outro sentido.


O que vemos portanto é que temos infindáveis exemplos de aplicação da segunda lei em nosso cotidiano, pois parece que tudo ao nosso redor tende a naturalmente se desorganizar, ou seja, não é necessário um projeto para que seu quarto fique bagunçado, naturalmente isso ocorre, no decorrer do tempo você vê que seu quarto, sua casa e tudo ao seu redor vão se desorganizando, isso é algo extremamente comum e natural, ainda que o seu quarto e a sua casa não sejam a rigor um sistema fechado. Mas talvez alguém diga: “Será possível que em determinado momento, no decorrer do dia meu quarto fique mais organizado?”. A resposta para essa pergunta é: Sim, é possível mas é altamente improvável, uma vez que a desordem naturalmente prevalece sobre a ordem.A segunda lei portanto trata também da probabilidade de um evento ocorrer, ou seja, como no universo existe uma preferência natural de certos eventos em detrimento de outros, tal assimetria aponta no sentido da ordem para desordem, de forma que o entendimento mais amplo da segunda lei é que os sistemas tendem a se desorganizarem, tal bagunça, daqui por diante denotaremos de entropia.


O que vemos na prática é que quando queremos organizar um sistema, é necessário que um agente externo forneça energia na forma de trabalho a fim de diminuir a entropia do sistema, ou seja, se você quiser seu quarto ou casa organizados, você (agente externo ao sistema) terá de trabalhar, e trabalhar muito, para organizar as coisas, ao final de tudo verá que gastou mais energia para organizar do que o seu quarto gastou para desorganizar-se, uma vez que grande parte da energia gasta na organização acaba por se degradar.Temos que ressaltar que todo o entendimento da segunda lei é estatístico, baseado em probabilidade, ou seja, existem eventos que estatisticamente são mais prováveis de ocorrer, seja a nível macroscópico ou microscópico.
Para que fique totalmente claro, essa questão de probabilidade, veremos alguns exemplos de eventos que ocorrem constantemente, e eventos que provavelmente não irão ocorrer:
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I – Imagine que uma sala contenha dois orifícios por onde são lançadas bolinhas de borracha; por um orifício saem bolinhas vermelhas e por outro saem bolinhas azuis, veremos então as bolinhas saltitarem por todo o recinto enquanto a sala é preenchida por tais bolinhas. Naturalmente quando o ambiente estiver totalmente cheio de bolinhas, que cena você espera encontrar? Uma visão caótica onde bolinhas azuis e vermelhas estão misturadas, ou bolinhas azuis e vermelhas bem separadas uma das outras? É muito mais provável que você encontre uma verdadeira bagunça. Por que é mais provável? Porque a desordem tende a prevalecer em relação à ordem, ou seja, o número de configurações possíveis em que a desordem prevalece é muito maior do que aquelas que a ordem prevalece, ou seja, os sistemas tendem naturalmente a ficarem caóticos e menos complexos.


II – Quando você solta um ovo no chão, esse que tinha uma estrutura organizada se quebra, aumentando a sua entropia ou desordem. Isso me parece uma cena normal e cotidiana, afinal quem nunca deixou um ovo cair no chão e sujar toda a casa? Mas será que podemos encontrar uma cena invertida, como aquela em que rebobinamos uma fita de VHS ou um DVD, ou seja, será que veremos aquele ovo quebrado no chão voltar a se juntar e compor um ovo como o era antes? Impossível? Talvez alguém ache que não, mas certamente é algo altamente improvável, e quando falo altamente improvável é um evento que simplesmente não veríamos acontecer.
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III – Se temos um avião estacionado em uma pista de pouso e esse é atingido por um forte ciclone que simplesmente o despedaça, não acharíamos isso algo espantoso, uma vez que é uma coisa extremamente razoável de se crer. Mas se eu dissesse que logo após esse furacão veio um outro mais forte que remontou todo o avião, com certeza ninguém cairia nessa, uma vez que o segundo evento segunda a Segunda Lei da Termodinâmica apesar de não ser considerado impossível (probabilidade igual a zero) é algo extremamente improvável, tão improvável que simplesmente não ocorre.
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Poderíamos citar aqui dezenas de outros exemplos mas acredito que esses são bastante elucidativos. Agora porque a lei recebe esse nome de Segunda Lei da Termodinâmica? Afinal o que essa história de ordem e desordem tem a ver com termologia?
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Apesar de sua enorme abrangência como vimos acima, uma vez que vários cientistas propuseram enunciados para a lei como Kelvin, Clausius, Planck, Ostwald e Carnot, a lei ganharia a sua devida importância no campo da termodinâmica, uma vez que nos mostra duas coisas bastante simples:
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i – O calor propaga-se naturalmente de uma região de maior para uma de menor temperatura.
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ii – É impossível a construção de uma máquina térmica que, operando ciclicamente, tenha como único efeito retirar calor de um sistema e converte-lo integralmente em energia mecânica (trabalho).Agora eu pergunto aos defensores do exclusivismo do sistema fechado, será que não encontraremos no dia a dia o calor indo do quente para o frio? Ou será que pelo fato da Terra não ser um sistema fechado, encontraremos o calor indo do frio para o quente? Queremos demonstrar que entendemos a importância do sistema fechado, mas não concordamos com esse exclusivismo absurdo de que a lei só funcione em sistema fechados, uma vez que a contemplamos cotidianamente.
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Para que fique bem claro, não estou dizendo que em um sistema aberto não encontramos redução de entropia, pois pode ter certeza que encontramos, agora tal redução jamais pode ser comparada a complexidade da formação da vida, ainda que unicelular, por obra do simples acaso.
Na prática isso é muito fácil de vermos, não podemos construir um carro que converta integralmente calor em trabalho, mas é fácil (natural) convertemos trabalho em calor, é o que acontece por exemplo quando esfregamos as nossas mãos, convertemos energia mecânica em calor facilmente, agora inverter o sistema, fazer com que o calor ponha nossas mãos em movimento, já não é algo tão simples, como nos mostra mais uma vez os professores Calçada e Sampaio:
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As energias mecânica, elétrica, química, nuclear, etc., tendem a se “degradar”, espontaneamente e integralmente em calor. No entanto a conversão inversa, de calor em energia mecânica, por exemplo, é, como veremos, difícil e nunca integral.
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A lei nos mostra portanto que a ordem é possível, mas requer o que nós entendemos como degradação de energia muito grande. Veja, quando queremos aquecer um ambiente essa tarefa nos parece fácil, ocorre rapidamente e consome pouca energia se comparada com o processo inverso, por isso que ar condicionado gasta tanta energia elétrica, uma vez que para tirarmos 100 joules de calor do ambiente teremos que gastar pelo menos uns 300 joules de energia, ou seja, o processo inverso ocorre, mas para que a desordem, o caos se torne ordem, ou seja, para um estado de agitação térmica maior (maior temperatura) tornar-se um estado de menor agitação térmica (menor temperatura), é necessário que um trabalho seja realizado sobre o sistema, o trabalho deve ser realizado por um agente externo, que nesse caso é o compressor do ar condicionado que faz todo o trabalho, a custa de uma enorme quantidade de energia elétrica. Então agora vamos pensar um pouco, será que o ar condicionado violou a Segunda Lei da Termodinâmica? Sabemos que não, contudo não acharemos ar condicionados surgindo pelo acaso, são obras de mãos humanas inteligentes que desenvolveram o projeto.
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E o Sol? Não poderia fornecer energia para o surgimento da vida, e a conseqüente redução da entropia? Sim, e o Sol o faz, mas o que vemos é vida surgindo de vida e não vida surgindo de não vida. O que estamos afirmando com isso é que a energia Solar é suficiente para manter a vida e não para criá-la da matéria morta, e a maior prova disso é que quando olhamos para o sistema solar ou até pra fora dele, simplesmente não encontramos nenhum tipo de forma de vida, nada, zero, apesar do Sol está fornecendo energia para os outros planetas. Se fosse algo assim tão simples como querem os evolucionistas estaríamos encontrando vida em todo o sistema solar, mas porque não encontramos? Simplesmente porque a segunda lei, continua atuando mesmo com a presença do Sol. Mas será que a energia proveniente do Sol não seria suficiente para permitir o teste de combinações que possibilitassem o surgimento da vida? Para respondermos essa pergunta vamos falar de algo que nem de longe é vida, mas está relacionada com ela, vamos falar sobre a “simples” hemoglobina segundo as palavras do cientista Issac Asimov:
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Existem 135 x 10^165 possíveis combinações para a hemoglobina. Para se realizar as combinações necessárias seria consumida a energia e a matéria de 10 sextilhões de universos por segundo, durante 10 trilhões de trilhões de anos para se produzir as combinações de hemoglobina, por acaso.
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Portanto, os criacionistas têm consciência de que a Terra é um sistema aberto, de que é possível então uma redução da entropia, mas que tais reduções estão a anos-luz de distância do que seria necessário para o surgimento da vida ao acaso.
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Portanto, os criacionistas têm consciência de que a Terra é um sistema aberto, de que é possível então uma redução da entropia, mas que tais reduções estão a anos-luz de distância do que seria necessário para o surgimento da vida ao acaso.Agora eu pergunto, onde é que achamos um sistema fechado? Tal sistema simplesmente não pode ser criado materialmente, portando posso afirmar categoricamente que tal sistema fechado não existe, uma vez que não posso isolar absolutamente uma região do espaço da influência de todas as formas de energia. Então se esse sistema fechado não existe, como foi que descobriram a Segunda Lei da Termodinâmica, uma vez que é necessário que para que um conceito se torne lei, temos que constatar a sua observação empírica? É aquela história, é ver pra crer. Portando claramente se vê que a Segunda Lei não é algo que absolutamente só seja plausível na presença de um sistema fechado, ao contrário, vemos a segunda lei atuando constantemente nas coisas, como vemos nas palavras dos professores universitários Halliday, Resnick e Walker:
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Uma lei da física é simplesmente uma afirmativa – em forma de palavras, como a segunda lei da termodinâmica ou em forma de equação, como a lei de Newton para a gravitação – que resume os resultados da experiência e da observação para uma certa faixa de fenômenos físicos. Como “verdade” é um conceito bastante abstrato, com uma enorme carga de conceitos filosóficos e éticos, os físicos raramente dizem quando se referem a uma lei: “Ela é verdadeira?” A pergunta quase sempre feita é muito mais específica e sua resposta é muito mais fácil: “Os resultados previstos por essa lei concordam com a experiência?”
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Sim, nossos resultados concordam com a experiência, não vemos a vida surgir por acaso, mas vemos a vida surgir da vida como já previa a lei da biogênese de autoria de Louis Pasteur, que derrubou a falsa idéia evolucionista da geração espontânea. Vemos na Segunda Lei da Termodinâmica um obstáculo instransponível para os evolucionistas, ainda que esses usem dos seus sofismas ao afirmar que a mesma só é válida para sistemas fechados.E prosseguem os professores já citados:
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Talvez o fato mais impressionante sobre as leis físicas seja que eles existem e têm formas tão simples. O fato de que domínios tão vastos da experiência possam ser resumidos numa única sentença ou numa única equação continua deixando maravilhados todos os que pensam com clareza. Mas uma vez Einstein colocou a questão de maneira correta, quando afirmou que “a coisa mais incompreensível acerca do Universo é que ele é compreensível”.
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Um universo explicável, é a maior prova da existência de um criador, e não simplesmente uma bagunça generalizada, obra de uma explosão, uma vez que as leis físicas não são criadas e sim descobertas.
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Agora porque se idealizou o chamado sistema fechado? Para que possamos criar um modelo matemático com resultados precisos, ou seja, queremos evitar que agentes externos interfiram no resultado específico. Só que quando a interferência é muito pequena, ou o que denotaríamos de desprezível, o resultado no caso concreto é muito próximo do resultado em um sistema ideal, que seria o chamado sistema fechado.
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Queremos mostrar com isso que não é necessário a presença de um sistema fechado para contemplarmos a lei funcionando, ou seja, numa comparação simplista, sabemos que a aceleração da gravidade é de aproximadamente 9,78 m/s^2 no vácuo, se considerarmos os efeitos do ar em um corpo de pequena área, ou seja, quando deixamos um prego cair, ainda que seja no ar, encontraremos um resultado muito próximo desse, uma vez que apesar de o ar não ser um sistema fechado, é muito próximo do tal sistema.
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Agora o que tudo isso tem a ver com a teoria da evolução? O fato é que a teoria da evolução propõe que um sistema caótico, teve sua entropia reduzida a ponto de que as moléculas se organizaram e formaram uma célula, e daí por diante a vida teria se iniciado a partir dos seres unicelulares. Essa seria então uma das primícias da teoria da evolução, ou seja, a vida unicelular (algo extremamente complexo) teria se originado da desordem, do caos. Pergunto: isso é impossível? Não é impossível, em um sentido matemático mas é algo extremamente improvável, lembra da história do ovo quebrado que se conserta sozinho? Tal impossibilidade é conhecida no meio acadêmico, e aqui citaremos diversos exemplos, situações não ditas por mim, mas pelos maiores defensores do ceticismo, ou ateísmo como queiram.
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Começaremos pelo cientista evolucionista Paul Davies que admite que a possibilidade de fazer as proteínas da vida por recombinação casual será semelhante a alguém imaginando que seja possível construir uma casa explodindo dinamite embaixo de um caminhão de tijolos! Num artigo da revista New Scientist, ele disse:
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Agora conhecemos que o segredo da vida não consiste somente nos ingredientes químicos, porém, na estrutura lógica e no arranjo específico das moléculas.... Como um supercomputador, a vida é um sistema de processamento de informação.
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Um homem sincero, armado com todo conhecimento de que dispomos agora, só poderia afirmar que, num certo sentido, a origem da vida parece no momento ser quase um milagre, tantas são as condições que teriam que ser satisfeitas para fazê-las existir
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E por que não falarmos do pai do ceticismo moderno, Carl Sagan, que arrebatou multidões em sua aclamada série Cosmos. Segundo Sagan a possibilidade do homem ter evoluído é de aproximadamente 1 em 10^2.000.000.000. Se fossemos escrever esse número por extenso seria preciso o equivalente a 20.000 livros de 100 páginas. Tal probabilidade nos mostra que tal evento simplesmente não ocorreu, fere os princípios básicos da segunda lei, a possibilidade de tal organização a partir da desordem é algo que simplesmente não pode ser concebido. Impossível? Não, mas altamente improvável.Para tratarmos dessa questão de probabilidade, e para que entendamos o que representa tais potências num sentido prático, faremos uso da chamada Lei de Borel, que nos mostra que estatisticamente um evento cuja probabilidade esteja abaixo de 1 chance em 10^50 simplesmente não ocorre. Ora se 10^50 não ocorre, então o que dizer do 10^2.000.000.000. Fatidicamente Sagan, assassinara, portanto, a teoria da evolução de uma vez por todas.Marcel P. Schutzenberger da Universidade de Paris, França, calculou a probabilidade da evolução baseado na evolução e na seleção natural. Como muitos outros cientistas ele calculou que era algo inconcebível, porque a probabilidade de um processo ao acaso realizar isso é virtualmente zero, como vemos:
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Não há probabilidade (10^1000) de ver esse mecanismo surgir espontaneamente e, se surgisse, menos ainda que se mantivesse...Para concluir, cremos que existe uma brecha considerável na Teoria Neodarwinista da evolução, e cremos que essa brecha é de natureza tal que não pode ser fechada dentro da concepção corrente da biologia.
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Alguns evolucionistas tentam argumentar que em virtude do processo ser gradual não seria estranho que uma série de impossibilidades se acumulasse no decorrer do tempo, o fato é que o espaço entre uma possibilidade e outra, não é infinitesimal uma vez que para cada passo seguinte temos que esperar um verdadeiro milagre estatístico, e não é só o evento ocorrer, mas ele se manter para possibilitar o evento seguinte, uma vez que eles são interdependentes, ou seja quando se calcula uma probabilidade para um evento final como o surgimento da vida pelo acaso, se faz necessário que uma séria de eventos consecutivos e ordenados ocorra de uma maneira lógica a fim de gerar uma “simples” vida unicelular.
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Talvez alguém até pense que esse número (1 chance em 10^1000), não seja lá uma possibilidade muito pequena como acredita Schutzenberger, mas vamos dar um exemplo para esclarecer. Para se ganha na mega-sena temos uma possibilidade na ordem de 10^10, perceba que as pessoas ganham na mega-sena, uma vez que não há violação da lei de Borel (10^50). Vamos dar um exemplo extremo: quanto tempo (em anos) uma ameba gastaria para transportar todos os átomos, um de cada vez, de 600.000 trilhões, de trilhões, de trilhões, de trilhões de universos do tamanho do nosso, de uma ponta a outra do universo, considerando que o universo tem um diâmetro de 30 bilhões de anos luz? A resposta é que essa ameba gastaria 10^171 anos para realizar essa tarefa, mas perceba que esse valor nem seque arranha 10^1000.
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Perguntamos de novo, como podemos crer em algo cujas chances são de 1 em 10^1000 ou até 1 em 10^2.000.000.000?O fato da Teoria da Evolução simplesmente não elucidar a origem da vida a partir da matéria não viva é algo tão improvável e absurdo que os evolucionistas admitem descaradamente, tomarei como exemplo a última publicação da revista Super Interessante, que trazia como matéria de capa “Darwin o homem que matou Deus”. Veremos o que a própria revista afirmou:
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Era uma molé­cula capaz de se replicar, de sugar maté­ria orgânica do ambiente e usar como matéria-prima para produzir cópias dela mesma. Motivo? Nenhum: ela fazia répli­cas por fazer e pronto. Vai entender...
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E é assim que a ciência evolucionista é feita, com frases dogmáticas como vemos acima “ela fazia répli­cas por fazer e pronto”, mas se você caro leitor achou isso pouco, o que dizer dessa próxima frase:
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Essa aparição foi algo tão improvável quanto se esta revista (que também é fei­ta de cadeias de carbono) comesse seus dedos agora e, a partir dos átomos da sua carne, pele e ossos, construísse uma có­pia dela mesma. Improvável, mas foi exatamente o que aconteceu naquele dia.
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A questão toda é, até quando aceitaremos esse tipo de ciência? Acusar os criacionistas de usar a fé, e pedir para que acreditemos em algo como o escrito acima é no mínimo ridículo.Por isso que nós podemos afirmar categoricamente, que em conformidade com a Segunda Lei da Termodinâmica, certos eventos simplesmente não ocorrem, e a evolução é um deles. E vimos também que não é só o fato da Terra ser um sistema aberto que a torna imune a segunda lei, ou que, o fato de um sistema aberto ser mais favorável a redução da entropia não quer dizer que necessariamente a redução da entropia venha a ocorrer; além de contemplarmos também que não é só ter energia disponível mas é como a energia é utilizada no processo, como afirmam Simpson e Beck:
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(…) o simples fornecimento de energia não é suficiente para desenvolver e manter a ordem. Um touro em uma loja de porcelana executa trabalho, mas ele nem cria nem mantém organização. O trabalho necessário é um trabalho específico; tem que seguir especificações; requer informação em como proceder.
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Não quis aqui criar um compêndio sobre a Segunda Lei da Termodinâmica, mas demonstrar as suas implicações em decorrência da Teoria da Evolução. E reafirmar a posição de que tal lei interfere sim, e é, ainda que alguns evolucionistas não sejam sinceros para admitir, um problema à Teoria da Evolução.

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Mercado de carbono gera oportunidades de negócios

Demanda mundial está em 2,7 bilhões de toneladas de CO2 com potencial de negócios de 32,4 bilhões de euros. Caminho é longo e difícil até a emissão dos créditosAlexandre Canazio, da Agência CanalEnergia, Em Foco 09/07/2007

A redução de emissões de gases do efeito estufa se tornou um lucrativo mercado para as empresas dos países em desenvolvimento. Isso porque elas podem vender Reduções Certificadas de Emissão através do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo criado pelo Tratado de Kyoto. Os países industrializados se comprometeram a diminuir em 5,2% as emissões em relação aos níveis de 1990. O Brasil é o segundo país em número de projetos homologados pela Convenção Quadro de Mudanças Climáticas das Nações Unidas (UNFCCC, na sigla em inglês).

O país tem 103 projetos registrados pelo organismo até este mês. No total são 724 projetos registrados no mundo, o que coloca o país apenas atrás da Índia, com 253 projetos; e à frente da China, com 92. Segundo a UNFCCC, os chineses, contudo, devem gerar mais RCEs do que os outros dois países. O país oriental é responsável por 42,72% das RCEs previstas nos projetos já homologados. O Brasil fica em terceiro lugar com 11,08%, atrás da Índia com 15,12%.

Os projetos brasileiros prevêem redução média anual de 16,889 milhões de toneladas de dióxido de carbono, enquanto os chineses esperam uma diminuição de 65,119 milhões de toneladas de CO2. "Há demanda para os créditos de carbono brasileiros, mas o processo é mais demorado, o que aumenta os riscos. Por isso essa dominância asiática com 80% dos projetos, sendo a maioria da China", explica Philip Hauser, gerente de originação da Ecosecurities, uma das principais consultoria desse mercado.

O setor elétrico brasileiro vem aproveitando os projetos desenvolvidos para emitir créditos de carbono. A Tractebel Energia foi uma das primeiras a ter créditos emitidos no país. A empresa conseguiu o registro da Unidade de Co-geração Lages, que consome biomassa de resíduos de madeira. Já foram emitidas 277.768 RCEs gerados no período de 1º de novembro de 2004 e 31 de maio de 2006. A Tractebel estima que a emissão total de créditos ao longo de 10 anos chegue a 2,2 milhões de RCEs. A próxima emissão será feita este ano referente ao período de junho de 2006 a maio deste ano.

"O caminho até a concretização da venda dos créditos foi bastante longo. Começamos a estudar o assunto em 2002 e obtivemos o registro da ONU em 2006", lembra Carlos Gothe, gerente de desenvolvimento de negócios da Tractebel.

De acordo com Hauser, da Ecosecurities, o trajeto todo entre a validação do projeto no país até a emissão dos créditos dura cerca de dois anos. "O recomendável é o investidor planejar a emissão dos créditos junto com a construção do empreendimento", sugere.

Princípio da adicionalidade - O executivo da consultoria explica que cada 4 MWh injetado no sistema elétrico equivale a uma RCE. "Os empreendedores têm que excluir a energia para consumo próprio", salienta, referindo-se, principalmente, às unidades de cogeração de biomassa. O mercado de carbono é orientado pelo princípio da adicionalidade, ou seja, o que está sendo feito além do que era ou seria realizado regularmente. Por isso, os projetos de eficiência energética obrigatórios das distribuidoras podem ter dificuldade em ser registrados. "É preciso analisar caso a caso", disse Hauser.

A repotencialização de usinas pode ser uma boa saída para emitir créditos de carbono. Este é o caminho seguido pela CPFL Energia. A empresa está concluindo o processo de comercialização dos créditos referentes à modernização das PCHs instaladas em São Paulo. Os créditos provêm do acréscimo de 10 MW na produção das usinas. O projeto conseguiu o registro em 15 de dezembro do ano passado. A CPFL vai comercializar 112 mil toneladas de CO2 até 2012.

A holding vai estender o projeto para hidrelétricas das quais é sócia. A primeira é a usina Monte Claro, que segundo a CPFL, contribui com a redução de 850 mil toneladas de CO2. A receita total dos negócios de carbono deve chegar a R$ 16 milhões, projeta a empresa, até 2012.
A Tractebel, por sua vez, não fala em números, mas já pensa em novos negócios. A empresa vai construir, em parceria com a Dedini Agro, uma unidade de cogeração a partir do bagaço da cana. "Como o bagaço é uma fonte renovável, o projeto é elegível à obtenção de créditos de carbono", explica Carlos Gothe.

Outro gigante do setor de olho no mercado de carbono é a Energias do Brasil. Atualmente, o grupo tem cinco projetos em diferentes estágios do processo de registro junto a UNFCCC. De acordo com Pedro Sirgado, superintendente corporativo de sustentabilidade e meio ambiente, a EDB estima uma geração de créditos de carbono em torno de 1 milhão de toneladas até 2012 e 1,5 milhão de tonelada pela vida útil dos projetos.

"Estimamos uma receita bruta na ordem dos 10 milhões de euros no período de 2008 a 2012 e de 15 milhões de euros considerando toda a vida dos projetos de MDL", diz Sirgado. A EDB tem como cliente preferencial a Energias de Portugal, controladora do grupo, que tem metas próprias nas unidades de Portugal e Espanha.

Reconhecimento público - Os projetos mais adiantados são os da PCH São João e da quarta turbina da hidrelétrica de Mascarenhas já estão em apreciação pelo conselho executivo da UNFCCC. "Esperamos que o registro saia até o final de julho", aguarda Sirgado. A PCH Paraíso está nas mãos da Comissão Interministerial de Mudanças Climáticas do governo brasileiro. A PCH Santa Fé e a linha de transmissão Porto Murtinho estão na fase de finalização dos documentos de concepção dos projetos (PDD, sigla em inglês).

Além do retorno financeiro dos projetos, as empresas têm outros ganhos como o reconhecimento do público como empresas preocupadas com o meio ambiente. "O retorno em termos de imagem junto aos clientes, à comunidade, aos acionistas e ao governo foi e está sendo extremamente importante para a empresa", resumi Manoel Zaroni, presidente da Tractebel Energia, o sentimento das empresas.

Atualmente, o preço médio da RCE, que equivale a uma tonelada de CO2, está em 12 de euros no mercado internacional. A demanda a ser atendida, segundo Philip Hauser, está em 2,7 bilhões de toneladas anuais. O que pode gerar negócios de 32,4 bilhões de euros. Mas o mercado passa por um período de incertezas em relação ao período pós-Quioto a partir de 2013. "Ninguém sabe quais serão as regras, mas os países já estão discutindo", diz.

Os projetos brasileiros enfrentam outro problema: o fator de emissão de créditos que é mais baixo do que na China, por exemplo. Aqui o fator é de 0,25, enquanto na China é de 0,9. Isso quer dizer que os projetos chineses têm um potencial maior do que os do país para gerar créditos de carbono. "A China tem uma matriz energética muito suja, então, os projetos de redução têm um impacto maior do que aqui", explica Hauser.

O governo brasileiro está pensando em recalcular o fator de emissão do país, o que deve reduzi-lo ainda mais para 0,15. "Isso vai tornar projetos, por exemplo, de PCHs de 2 ou 3 MW inviáveis. Elas vão gerar tão poucos créditos que não vale a pena", compara Hauser. Sigardo, da Energias do Brasil, reconhece que as condições brasileiras são mais exigentes do que de outros países. "Mas isso dá uma maior credibilidade aos projetos brasileiros. Nenhum aprovado pelo comissão interministerial foi recusado em Bonn (Alemanha, sede da UNFCCC)", frisa.

O caminho até os euros gerados pelos créditos de carbono é difícil exige recursos e muita dedicação das empresas. O projeto da Tractebel consumiu US$ 150 mil para contratar consultorias, a certificadora e o pagamento de taxas de registro do projeto e emissão dos créditos. "O desafio foi grande, levou três anos, mas foi superado, graças ao empenho de todos os envolvidos no processo. A documentação e as etapas a serem seguidas são bastante rigorosas e demandam tempo", relembra Carlos Gothe.

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Investimentos em energia renovável chegam a US$ 100 bilhões em 2006, diz ONU

Somente para novos projetos foram destinados US$ 71 bilhões. Aquisições e fusões no setor somaram US$ 30 bilhões

Alexandre Canazio, da Agência CanalEnergia, Negócios 21/06/2007

As preocupações com as mudanças climáticas, aliadas à alta do petróleo, e a necessidade de uma maior segurança energética levaram os investimentos em fontes renováveis alcançarem US$ 100 bilhões no ano passado, segundo o estudo Global Trends in Sustainable Energy Investment 2007 do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, divulgado na última quarta-feira, 20 de junho. Os recursos destinados a novos projetos e empreendimentos chegaram a US$ 71 bilhões, enquanto as aquisições, fusões e refinanciamentos no segmento movimentaram cerca de US$ 30 bilhões.

O crescimento em novos investimentos foi de 43% sobre 2005 e de 158% ante 2004. A expectativa é que esses aportes cheguem a US$ 85 bilhões este ano. As fontes renováveis já representam 18% dos investimentos em geração de energia elétrica, com os projetos eólicos liderando com vantagem. Os biocombustíveis e a energia solar crescem mais rápido, mas saem de uma base menor. O estudo concluiu que as fontes renováveis já competem com gás e carvão em termos de novas instalações.

Apesar de os investimentos ainda se concentrarem na Europa e nos Estados Unidos, os países em desenvolvimento, como o Brasil, já respondem por 21% do mercado, sendo a China responsável por 9% do total mundial. A ONU mostra que o mercado de capitais tem sido o principal financiador dos investimentos em energia renovável. As empresas de capital de risco e private equity aumentaram a injeção de recursos para US$ 7,1 bilhões, em 2006, contra US$ 2,7 bilhões no ano anterior.

Já o mercado financeiro injetou US$ 10,3 bilhões, alta de 140% sobre US$ 4,3 bilhões em 2005. Só as ofertas iniciais de ações (IPO, na sigla em inglês) do segmento de energia solar captaram US$ 4 bilhões. No primeiro trimestre deste ano, o segmento de biocombustíveis captou US$ 1,8 bilhão no mercado. Os investimentos em novas plantas de geração chegaram a US$ 27,9 bilhões no ano passado, cerca de 23% a mais que em 2005. Outros US$ 9,3 bilhões foram aplicados em projetos de menor escala como painéis solares e aquecedores de água.

As fusões e aquisições movimentaram US$ 16,9 bilhões, alta de 34% em 2006. As empresas eólicas foram responsáveis por 40% dos negócios. Dos investimentos globais em energia renovável 5% vieram para América Latina, principalmente, nas usinas de álcool no Brasil. Os investimentos na região chegaram a US$ 1,633 bilhão no ano passado. Para ler o estudo completo, em inglês, clique aqui.

segunda-feira, 2 de julho de 2007

COPPE projeta usina para gerar energia da correnteza do rio




Pesquisadores do Laboratório de Tecnologia Submarina da COPPE estão trabalhando no projeto de uma usina piloto que vai gerar energia a partir da correnteza dos rios. O projeto já despertou o interesse do governo do estado do Amapá, que no ultimo mês de abril enviou uma comitiva à COPPE para uma visita técnica ao laboratório. A tecnologia é similar a do projeto de geração de energia por meio das ondas do mar, desenvolvido pela mesma equipe da COPPE.


Segundo a assessora da Secretária Especial de Desenvolvimento Econômico do estado, Alandy Cavalcante Simas, que integrou a comitiva, hoje o maior problema do Amapá é garantir energia para a execução de projetos de desenvolvimento. "Todos os nossos projetos de desenvolvimento regional, como indústria moveleira e de biogás, esbarram no obstáculo da falta de energia nas regiões afastadas do centro urbano", declarou. A visita também contou com a presença do representante do Ministério de Minas e Energia, Dan Ramon Ribeiro, que integra a Coordenação de Atendimento ás Áreas Isoladas do Programa Luz para Todos. "Nossa intenção é apoiar e garantir a boa execução e continuiadade dos projetos", afirmou Dan Ramon confirmando o apoio do Ministério à implantação de projetos de geração de energia no estado.



Durante a vista, a assessora Alandy Simas rewvelou o interesse do governo do Amapá em instalar uma usina de geração de energia por correnteza do rio projetada pela COPPE no município de Mazagão, a 36 km de Macapá. O objetivo é atender inicialmente a 36 famílias que vivem no entorno do rio Mazagão e a 17 pequenas empresas que funcionam de forma precária na região. "O governo do Amapá tem um compromisso de gerar energia por meio de fontes renováveis, cujoi przo vence em 2009", ressaltou Simas.


A primeira etapa do projeto prevê o levantamento das condições da correnteza do rio Mazagão. A partir daí, serão definidos os tipos de turbinas a serem utilizados no local. De acordo com o projeto, as turbinas instaladas no fundo do rio irão captar a energia das correntes, transformand-a em água pressurizada que moverá turbina acoplana a um gerador para produzir eletricidade.


"Na próxima década, ondas, marés e correntes poderão representar para a geração de eletricidade o que os biocombustíveis serão para os transportes", comentou o coordenador do Laboratório de Tecnologia Submarina, Prof. Segen Estefen.


A principal diferença entre as usinas que vão gerar energia a partir das ondas do mar ou por meio da correnteza do rio está no uso da turbina. "Na usina instalada no rio, a turbina terá a função que tem os flutuadores na usina de ondas do mar, ou seja, acionar as bombas hidráulicas pra injetar água na câmara hiperbárica e, assim, produzir eletricidade", explica o pesquisador, Paulo Roberto, menbro da equipe do LTS. De acordo com a direção da correnteza, vávulas reversíveis poderão se adaptar ao fluxo do sentido do rio. A estimativa é de que uma turbina de 5 metros de diãmetro tenha capacidade de gerar 20 kW num rio cuja correnteza seja de 1,5 metros por segundo. "As turbinas, submersas e protegidas são de fácil operação e manutenção", garante o pesquisador.
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Na visita à COPPE, os Menbros da comitiva do Amapá também demonstram interesse em projetos voltados para o uso dos biocombustíveis. Visitaram o Instituto Virtual de Mudanças Climáticas (IVIG) da COPPE, cuja equipe há cinco anos realiza pesquisas e projetos, tanto para o uso de biocombustíveis em veículos como para sua aplicação na geração de energia elétrica.
Fonte: COPPE